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Londrina, 04 de setembro de 2010.

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ASSERTIVIDADE – Capítulo 4.

Você pode então, se questionar: “Como será que eu faço para ser assertivo?”.

Primeiramente, precisamos perceber (discriminar) os nossos sentimentos. Se soubermos o que sentimos, já teremos meio caminho andado. Então, a próxima questão é se devemos ou não expressar isso para as pessoas. A melhor resposta para esta pergunta é: fale sempre; ou melhor, prefira falar sempre que possível o que esta pensando ou sentindo. “Tirar a limpo” algum assunto é sempre mais recomendável do que calar tanto nas relações interpessoais que envolvem relacionamentos afetivos como profissionais.

Dê uma resposta que chegue sempre pertinho daquilo que você sente ou pensa. Quanto mais melhor, mas sem agressão!

Vem, então, o segundo passo. Chama-se treinamento.

O treino em assertividade pode ajudar a você a conviver bem com as pessoas e consigo mesmo. Se você consegue colocar seus limites, expressar suas satisfações e insatisfações, não há necessidade de engolir sapos, explodir, agredir ou dramatizar; basta aprender a comunicar-se de forma apropriada.

Uma das estratégias que ajuda a iniciar este treino é observar pessoas que admiramos e que têm facilidade para agir da forma como gostaríamos. Imitar um modelo é uma das formas mais rápidas e fáceis de aprender um comportamento. É claro que não imitamos exatamente igual, pois ao usarmos um modelo anexamos também, nossas próprias características. Por isso somos diversos.

Atenção: a escolha de comportamentos a serem modificados, deve seguir uma ordem progressiva, isto é, escolher interações simples (ex. pedir informações) e que, aos poucos, vão aumentando sua complexidade até que o indivíduo se sinta a vontade em situações mais desafiadoras (ex. discordar do chefe).

Assim, são necessários pelo menos seis passos para nos modificarmos:

1- Conhecer o fato de que nossos comportamentos são aprendidos e podem portanto, ser modificados;
2- Identificar quando somos assertivos, agressivos ou passivos em que situações isto ocorre;
3- Selecionar um comportamento passivo ou agressivo para iniciar o treinamento. Lembrar que o comportamento escolhido não pode ser o de máxima dificuldade;
4- Observar modelos que desempenham bem o que queremos atingir;
5- Treinar;
6- Selecionar o próximo comportamento (aquele um pouco mais difícil) que desejamos treinar e assim sucessivamente, até ficarmos satisfeitos com o nosso desempenho e com a nossa forma de agir.

CONCLUSÃO
As conseqüências positivas do comportamento assertivo podem ser confirmadas através dos efeitos de treinamentos assertivos feitos em pessoas que procuram a clínica psicológica. Tais efeitos são: aumento da autoconfiança e da realização pessoal, redução da depressão e da ansiedade social. É importante lembrar que a assertividade é uma habilidade aprendida.

Gislene Isquierdo - Psicóloga
Consultora Agenciada INOVAÇÂO




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