

SÃO PAULO - A rota de crescimento da economia chinesa, sustentada pela demanda externa aquecida e sólidos investimentos, deve fazer com que o PIB (Produto Interno Bruto) do país tenha uma expansão na casa de 11,2% neste ano. O que poderia colocar a nação asiática no posto de terceira maior economia mundial ao final de 2007.
A projeção consta em relatório do Citigroup divulgado nesta terça-feira (24). Na contramão de alguns analistas, o banco de investimentos norte-americano avalia que existe um potencial de "superaquecimento" na China, mas isso não seria, atualmente, um problema. Mesmo os indícios de pressões inflacionárias não configuram um perigo, considera a instituição.
No segundo trimestre, o PIB chinês cresceu 11,9% em termos anualizados, depois da alta de 11,1% dos primeiros três meses de 2007. Um resultado bem acima das projeções do mercado, além se representar o maior ritmo de crescimento em 11 anos. O desempenho foi acompanhado por uma aceleração nos preços superior às expectativas.
Aperto
Futuros ajustes por parte do governo chinês em busca de um maior aperto monetário devem ser ligeiros e graduais, sem afetar o momento sólido de expansão, segundo o banco norte-americano, que espera ao menos uma nova alta na taxa básica de juro da China.
Na sexta-feira (20), o Banco Central chinês elevou em 0,27 ponto percentual as taxas de referência dos bancos comerciais, o que resultou em um aumento da taxa de depósito de um ano para 3,33% e da taxa de empréstimo para 6,84%.
Superar alemães
Se o cenário continuar amplamente favorável, com continuidade da elevada demanda externa, que elevou a quantidade de investimentos no país, a instituição financeira acredita que há chances de a China superar os alemães como potência global.
O Citi espera um crescimento de 3% na economia da Alemanha neste ano, o que faria o PIB nominal alemão alcançar a cifra de US$ 3,315 trilhões. Enquanto a projeção de 11,2% para a China pode transformar o PIB nominal chinês de 2007 em US$ 3,345 trilhões.
De acordo com dados do banco, a taxa de crescimento das exportações chinesas atingiu mais de 30% no período de 2003-2005, mais que o dobro do registrado em intervalos anteriores. O saldo da balança comercial chinesa somou US$ 177,5 bilhões em 2006, contra os US$ 32,1 bilhões em 2004. A expectativa do Citigroup é que essa cifra atinja mais de US$ 250 bilhões neste ano.
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