

De acordo com pesquisa realizada pela divisão Executive Search da Korum, 10% dos candidatos desistem da vaga almejada quando chegam à etapa final ou mesmo quando são aprovados. A pesquisa foi realizada entre agosto de 2006 e agosto de 2007 com 330 empresas, sendo a maioria do estado de São Paulo.
O diretor da divisão da Korum, Benê Marques, acredita que os candidatos ficam indecisos quando são finalistas ou aprovados na vaga desejada. “O que era objetivo e desafio torna-se, surpreendentemente, dúvida e até pesadelo”, explica. Segundo ele, renegociar a relação de trabalho na empresa atual é o desfecho que normalmente acontece nestes casos.
A pesquisa revela também que alguns profissionais aproveitam-se da oportunidade para tentar negociar salários, entre 30% e 35% mais altos, na empresa atual. Para Marques, se a pessoa ocupar um cargo chave poderá ter sucesso na negociação, mas certamente irá abalar a relação de confiança que, de acordo com o estudo, se romperá por um período não superior a um ano.
Segundo a pesquisa, o perfil do profissional desistente é de homem, com faixa etária entre 25 e 30 anos e que ocupam o cargo de especialista ou supervisão. “A desistência demonstra insegurança e falta de preparo para sair da zona de conforto e aceitar novos desafios, o que faz com que este profissional arranhe sua imagem perante o mercado de trabalho”, explica o diretor da Korum.
Marques aponta o medo de correr novos riscos, de conhecer outra cultura e de construir uma imagem profissional perante o novo empregador, além do comodismo, como fatores decisivos na desistência. Para ele, é preciso ser racional e ter clareza sobre os motivos que levam o profissional a prospectar mercado em busca de novas oportunidades. “Certificar-se de que esgotou todas as oportunidades de carreira na empresa atual é a atitude mais coerente”, defende.
Setembro/2010
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