

Quase metade das empresas (45%) tem programas institucionais no terceiro setor, com planejamento e orçamento anuais definidos. É o que revelou o estudo Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil , divulgado na última quinta-feira (03).
De acordo com o levantamento, 65% das empresas declararam que a principal expectativa ao desenvolver programas de voluntariado é melhorar o relacionamento com as comunidades. Para 38% dos entrevistados, o objetivo é atender às necessidades sociais das comunidades.
Atendimento à comunidade
Conforme veiculou a Agência Brasil, a gestora Ana Paula Matos, do Programa Voluntário Petrobras Fome Zero, um dos analisados na pesquisa, acredita ser fundamental não só estimular a prática nas empresas, mas também capacitar os funcionários para que atuem nas comunidades, formando, assim, multiplicadores de conhecimento nos grupos sociais atendidos.
"Essa atividade atende a uma demanda daquele grupo social, identificada pela voluntário através de uma pesquisa de campo. Isso eleva a auto-estima do funcionário e aproxima a empresa da comunidade, o que para nós é fundamental", avaliou Matos.
Responsabilidade Social
Para o coordenador de Responsabilidade Social e Ética do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Ciro Torres, contudo, as ações de voluntariado, isoladamente, não representam um compromisso da empresa com a responsabilidade social.
"Muitas empresas criam programas sociais para compensar um mal que causam à população. Claro que promover ação social privada é bom e vai trazer benefícios para a comunidade atendida, mas não adianta se essa prática for pontual para mil pessoas e, por outro lado, a forma de produção dessa empresa causar danos ambientais ou produto que ela desenvolve trouxer malefícios a um número muito maior de pessoas", afirma Torres.
Debora Amabile
InfoMoney
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